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“As nuvens aparecem no céu, mas não obscurecem o sol.”Francisco Cândido Xavier, singelamente conhecido por Chico Xavier, nascido a 02 de abril de 1910, em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, foi o nono de quinze filhos de dois casamentos de João Cândido Xavier. Órfão de mãe aos cinco anos, conversava, no quintal da casa, com a genitora Maria João de Deus, já falecida. Era o desabrochar de sua mediunidade. Não estudou além do nível primário, e, para participar do sustento da família, aos oito anos, começou a trabalhar. Em 1931, ingressou no Ministério da Agricultura, em sua cidade natal. Em 1959, mudou-se para Uberaba, no triângulo mineiro. Ao longo de sua vida, foi visitado por presidentes da república, autoridades constituídas, personalidades de destaque no País e no mundo e por multidões de pessoas desalentadas.
O primeiro dos mais de 400 livros psicografados foi Parnaso de Além-Túmulo, publicado em 1932. Sua obra alcançou, até 2002, uma tiragem superior a 20 milhões de exemplares, entre os quais, os romances de Emmanuel (Há Dois Mil Anos e Paulo e Estevão) e de André Luiz, de modo especial Nosso Lar com mais de um milhão e meio de exemplares vendidos, além de outros best-sellers consagrados como Calma e Jovens no Além. As obras de Chico Xavier foram traduzidas, com grande sucesso, para vários idiomas: inglês, castelhano, francês, grego, japonês, etc
Chico Xavier doou os direitos autorais de seus livros a editoras espíritas com o compromisso de destinarem recursos a tarefas de socorro às populações carentes. Incentivou a fundação e a viabilização de centenas de obras filantrópicas no Brasil e no exterior, promovendo a manutenção de muitas delas. Conhecido mundialmente, em 1981 foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz por dez milhões de brasileiros. Na virada do milênio, recebeu o título de Mineiro do Século, em votação promovida por uma empresa de comunicação, em Minas Gerais.Amou ao próximo e buscou, em sua longa existência, atenuar o sofrimento e a dor dos que o procuravam, sem nunca, contudo, esconder o sorriso generoso e amigo. A emissão deste selo, no centenário do seu nascimento, representa o reconhecimento àquele que se dedicou, ao longo de muitas décadas, com grande zelo, a obras assistenciais e ao puro altruísmo, acalentando com desvelo e dedicação, sem exigências, corações aflitos. Chico Xavier é exemplo de humildade, dignidade e amor incondicional ao próximo. No selo de seu Centenário é transcrita uma de suas mais expressivas citações, que nos dá a essência do que propagou durante toda a sua existência: “Ama sempre. E quando estiveres a ponto de descrer do poder do amor, lembra-te do Cristo”.
Grupo Espírita Emmanuel – GEEM
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