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Nesta emissão de selo postal, em prosseguimento à Série Relações Diplomáticas, é focalizado o complexo de templos de Abu Simbel, no sul do Egito, apresentando, em especial, o conhecido Templo de Ramsés II.
Abu Simbel está localizado ao sul de Aswan, à margem oeste do Nilo, cerca de 300 quilômetros ao sul da Primeira Catarata, na região da Núbia. O local era conhecido como Meha na Antiguidade e foi documentado pela primeira vez na XVIII Dinastia, quando Ay e Horemheb talharam capelas na rocha ao sul das colinas.
Ramsés II, chamado de “O Grande”, construiu sete templos escavados na rocha, na Núbia. O de Ramsés II é o mais notável dentre eles. Esse templo não havia sido visto pelos europeus até 1813, ano em que Jean-Louis Burckhardt, explorador e viajante suíço, o descobriu.
O complexo de Abu Simbel é constituído por dois templos. Um maior, dedicado ao faraó Ramsés II e aos deuses Ra-Harakhty, Ptah e Amon, e um menor, dedicado à deusa Hathor, personificada por Nefertari, a esposa preferida de Ramsés II. É considerado uma das mais grandiosas obras do faraó Ramsés II e, para muitos arqueólogos, é o maior e mais belo dos templos. Escavado em rocha lisa de arenito foi construído com detalhes estéticos e precisão técnica admiráveis.
Os templos foram mandados construir pelo faraó Ramsés II no século XIII a.C. durante a XIX Dinastia. A construção começou aproximadamente em 1284 a.C. e terminou após cerca de vinte anos. Ramsés II iniciou o seu reinado em 1290 a.C. e reinou durante 66 anos, durante os quais mandou construir numerosos templos, não só com o intuito de impressionar as nações vizinhas, mostrando a grandiosidade do Egito e seu poder, mas, também, para recuperar a influência do culto politeísta, personificada nos deuses egípcios.
A região da Núbia, no extremo sul do Egito, tinha, na época, sido recentemente incorporada ao seu território e a construção dos templos possuía o intuito de consolidar o poder do faraó e fortalecer a religião egípcia. Com a passagem do tempo, os templos ficaram cobertos de areia, até que, em 1813, Jean-Louis Burckhardt descobriu o friso do topo do Templo de Ramsés II.
Na década de 1950, se decidiu construir uma grande barragem que inundaria o vale no qual se encontravam alguns tesouros da Antiguidade, entre eles os templos de Abu Simbel. Em 1959, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO promoveu uma campanha internacional de doações, a fim de promover a remoção dos monumentos da Núbia
Foram feitos levantamentos e intensas pesquisas arqueológicas nos locais que ficariam submersos, assim como, catalogados os monumentos, sendo um dos mais expressivos os templos de Abu Simbel. Em um trabalho criterioso e singular, foram desmontados, removidos e reconstruídos em local seguro, entre 1963 e 1968. Abu Simbel é Patrimônio Mundial da UNESCO, desde 1979, em conjunto com outros monumentos da Núbia.
Embaixada da República Árabe do Egito no Brasil
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Sobre o Selo
O selo reproduz a fachada principal domagnífico Templo de Ramsés II, que integra
o complexo de Templos de Abu Simbel (com 33 metros de altura e 38 de largura), constituída por quatro estátuas de Ramsés II, ostentando a coroa dupla da unificação entre o Alto e o Baixo Egito. A segunda estátua foi parcialmente destruída por um terremoto em 27 a.C., encontrando-se, a cabeça e o tronco, próximos à entrada do templo. Entre as pernas das estátuas maiores há estatuetas que simbolizam alguns familiares desse grande soberano egípcio. Na parte inferior do selo são apresentadas inscrições em hieróglifos, sinais da escrita usada, entre outras civilizações, também no Antigo Egito. A imagem evoca, por meio de suas grandiosas formas arquitetônicas, a solidez e opulência do tempo dos faraós. Foram utilizadas as técnicas de fotografia e computação gráfica.
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